segunda-feira, 1 de julho de 2013

DEMOCRATIZAR A GESTÃO DA EDUCAÇÃO

DEMOCRATIZAR A GESTÃO DA EDUCAÇÃO

Democratizar a gestão da educação requer, fundamentalmente, que a sociedade possa participar no processo de formulação e avaliação da política de educação e na fiscalização de sua execução, através de mecanismos institucionais. Esta presença da sociedade materializa-se através da incorporação de categorias e grupos sociais envolvidos direta ou indiretamente no processo educativo, e que, normalmente, estão excluídos das decisões (pais, alunos, funcionários, professores). Ou seja, significa tirar dos governantes e dos técnicos na área o monopólio de determinar os rumos da educação no município.A criação de mecanismos institucionais deve privilegiar os organismos permanentes, que possam sobreviver às mudanças de direção no governo municipal. Os órgãos colegiados, como conselhos, são os principais instrumentos.Alguns elementos facilitam a implantação de medidas de democratização da gestão: a educação é uma política de muita visibilidade, atingindo diretamente grande parte das famílias e não é difícil mobilizar profissionais, pais e alunos.É necessário que os mecanismos de democratização da gestão da educação alcancem todos os níveis do sistema de ensino. Devem existir instâncias de participação popular junto à secretaria municipal de educação, junto a escolas e, onde for o caso, em nível regional. Também é possível imaginar instâncias de participação especializadas, correspondentes aos diferentes serviços de educação oferecidos (creches, ensino de primeiro e segundo graus, alfabetização de adultos, ensino profissionalizante). Em qualquer instância, os mecanismos institucionais criados devem garantir a participação do mais amplo leque de interessados possível. Quanto mais representatividade houver, maior será a capacidade de intervenção e fiscalização da sociedade civil.


ELEICÃO PARA DIRETORES



A necessidade de promover a articulação entre a escola e a comunidade a que serve é fundamental. O entendimento de que a escola não é um órgão isolado do contexto global deve estar presente no processo de organização de modo que as ações a serem desenvolvidas estejam voltadas para as necessidades comunitárias. Este envolvimento é característica de uma gestão democrática onde há participação de todos os envolvidos,  sem nenhum tipo de hierarquização. Acredito que a eleição para diretores  possa vir a constituir-se num primeiro instrumento de democracia na escola. Pois o pleito possibilitará que a vontade e os desejos da comunidade escolar sejam respeitados. Essa é a maneira que mais favorece o debate democrático na escola em nossa opinião, o compromisso e a sensibilidade política por parte do diretor, além de permitir a cobrança e a co-responsabilidade de toda a comunidade escolar que participou do processo de escolha. Ana Angélica em seu livro A eleição para diretores e a gestão democrática da escola pública, retrata esta realidade através de uma experiência pioneira na rede publica  de Ensino, partindo da idéia de que a eleição pode ser um caminho para a implantação de uma gestão mais democrática na escola. Embora aqui em Caçador modelo vigente aconteça através de apadrinhamento político. . Segundo informações que obtivemos em nossa cidade pouco se vê falar em eleições de diretores.
                  È do diretor da escola a responsabilidade máxima quanto à consecução eficaz da política educacional do sistema e desenvolvimento pleno dos objetivos educacionais, organizando, dinamizando e coordenando todos os esforços nesse sentido, e controlando todos os recursos para tal.
Devido à sua posição central na escola, o desempenho de seu papel exerce forte influência (tanto positiva, como sobre todos os setores e pessoas da escola. É do seu desempenho e da sua habilidade em influenciar o ambiente que depende, em grande parte, a qualidade do ambiente e clima escolar, o desempenho do seu pessoal e a qualidade do processo ensino-aprendizagem.
A fim de desincumbir-se dos eu papel, o diretor assume uma série de funções, tanto de natureza administrativa, quanto pedagógica. Do ponto de vista administrativo, compete-lhe, por exemplo, a:
• organização e articulação de todas as unidades competentes da escola;
• controle dos aspectos materiais e financeiros da escola;
• articulação e controle dos recursos humanos;
• articulação escola-comunidade;
• articulação da escola com o nível superior de administração do sistema educacional;
• formulação de normas, regulamentos e adoção de medidas condizentes com os objetivos e princípios propostos;
• supervisão e orientação a todos aqueles a quem são delegadas responsabilidades.
Do ponto de vista pedagógico, é de sua alçada, por exmeplo, a:
• dinamização e assistência aos membros da escola para que promovam ações condizentes com os objetivos e princípios educacionais propostos;
• liderança e inspiração no sentido de enriquecimento desses objetivos e princípios;
• promoção de um sistema de ação integrada e cooperativa;
• manutenção de um processo de comunicação claro e aberto entre os membros da escola e entre a escola e a comunidade;
• estimulação à inivação e melhoria do processa educacional.
Quanto maior for a escola e mais complexo for o seu ambiente, mais árdua se torna a tarefa do diretor para desincumbir-se de seu papel. Assim é que se promove em escolas de tamamnho médio e grandes a subdivisão das funções inerentes à posição do diretor e a possibilidade de o mesmo delegar a execução de várias delas a outras pessoas, notadamente ao supervisor escolar."
Trecho retirado do livro "Ação Integrada: administração, supervisçao e orientação educacional", de Heloísa Luck.    

Bem gente, do meu ponto de vista, embora essa citação traga um pouco da parte técnica do gestor escolar, traz também uma visão onde ainda há uma hierarquia de poderes, mesmo que sutil e propondo um trabalho em conjunto.
Sinceramente, concordo quando é colocado que cada profissional tem a sua função e o seu papel na escola. Deixar que cada um decida por si ainda é algo longe de se alcançar resultados otimizados, devido a nossa própria cultura. É necessário a presença de direcionadores que coordenem todo o trabalho pedagógico, e é daí que surge a importância de uma ação pedagógica onde todos os profissionais envolvidos com a educação sejam valorizados e possam contribuir com o bom andamento do trabalho pedagógico.

Gestão Escolar




OQUE SIGNIFICA UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA ESCOLAR?
             
             Primeiramente, para que a escola represente um espaço democrático de idéias, pensamentos, conhecimentos, faz-se necessário existir um respeito a diversidade, as diferenças, as realidades que estão presentes no campo educacional e que se chocam a todo momento , pois cada pessoa que está presente no ambiente escolar tem sua opinião própria sobre o mundo que o cerca , suas idéias, mitos e crenças, caberá ao gestor encontrar a melhor maneira de lidar com essa pluralidade de pessoas de maneira agradável, simpática respeitosa, conjunta a fim de que todos, juntos, promovam a real função da escola que é ensinar a totalidade de seus alunos, com ensino de ótima qualidade.




FORMALIDADES DE ESCOLHA ADMINISTRATIVA

FORMALIDADES DE ESCOLHA ADMINISTRATIVA



A função de diretor de escolas tem se tornado assunto de relevante discussão, pois convivemos em um país democrático, onde se tem a cosmo visão da liberdade religiosa, liberdade de pensamento e expressão. Neste sentido me parece heterodoxo o regime autoritário, onde o poder público nomeia o diretor de escola sem ao menos consultar os alunos, famílias, comunidades e funcionários.
 Defende-se ferrenhamente a autonomia da gestão administrativa, onde a direção teria liberdade na decisão de assuntos administrativos, jurídicos, financeiros e até pessoais. No entanto os óbices são diversos, pois os moldes administrativos são participativos, enquanto que os profissionais educacionais não possuem cultura para distribuição de função, e assim a centralização fica massificada em volta de poucos personagens, em detrimento de muitos técnicos de ensino.
 Investigando o regime direcional das escolas, ficamos sabendo a isenção de eleições para diretores de escolas em nosso município. O caminho para quem almeja contribuir com o ensino, constitui-se na primazia de filiar-se a um partido político, sobretudo nos partidos que estejam atualmente no poder. Pois ainda é prerrogativa do Poder Executivo.
 De outra vista, há que se analisar a preparação cultural, técnica e científica dos aspirantes à diretor de escolas. Não vemos a qualificação necessária para ocupação da função.  Mas torna-se altamente relevante o pensamento metodológico para formação de tais profissionais, deixando o caminho político partidário para optarmos provas e/ou eleições, com a participação da comunidade escolar e/ou circundante à escola.
 
A temática é complexa e, em termos educacionais brasileiros, é ainda bastante restrito o estudo sistemático sobre o seu desenvolvimento nos sistemas de ensino. Mas as necessidades urgem pela instalação de procedimentos, onde a comunidade, famílias, alunos e funcionários tenham preeminência na escolha dos profissionais que venham dirigir os projetos de ensino.
Sua atuação deve estar fundamentada por referenciais teóricos que priorizam a democratização das relações e dos espaços institucionais e a descentralização do sistema e dos procedimentos.
No entanto, culturalmente os sistemas de ensino no país têm uma gestão de caráter autoritário, que se reproduz, em escala, para as instâncias imediatamente inferiores. Tal situação só pode ser revertida, a longo prazo, pela democratização das relações sociais vigentes no país e pelo trabalho massivo de formação de profissionais, contribuindo para que a indicação política seja fundada no mérito da formação e da experiência profissio

nal.
No que concerne aos diretores das escolas, no contexto da descentralização do sistema e da democratização das relações no interior da unidade escolar, cabe-lhes o papel de investir maciçamente na qualidade de seu trabalho, que deve ser primordialmente voltado para o aspecto pedagógico, pois não há justificativa para a existência de uma escola com aspectos físicos de primeira linha e com um alto índice de evasão e repetência.
Além disso, o recrutamento de profissionais para atuar em funções de gestão deve obedecer aos ditames da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, conforme ditames da lei nº 9.394, de 1996, considerando ainda a indicação de técnicos em pedagogia.

CONCLUSÃO.
Averiguando e sentindo os problemas técnicos e científicos que pairam sobre os profissionais empregados na administração escolar, constata-se parcial ineficiência na formação técnica e científica.
Infelizmente, os governantes veem esta atividade como grande oportunidade para angariar cabos eleitorais e simplesmente nomeiam a incompetência em detrimento da aprendizagem.
Oxalá que sejam despertados e possam oferecer a competência técnica para crescimento do ensino, e que nossa nação tenha maior visibilidade na distinção dos representantes executivos e legislativos. Sabendo-se que o saber constitui-se como detentor do poder, e só obteremos a liberdade social, quando palparmos os princípios do saber, e isto não vem de graça, mas necessitamos de sábios representantes.