A função de diretor de escolas tem se tornado assunto de relevante discussão, pois convivemos em um país democrático, onde se tem a cosmo visão da liberdade religiosa, liberdade de pensamento e expressão. Neste sentido me parece heterodoxo o regime autoritário, onde o poder público nomeia o diretor de escola sem ao menos consultar os alunos, famílias, comunidades e funcionários.
Defende-se ferrenhamente a autonomia da gestão administrativa, onde a direção teria liberdade na decisão de assuntos administrativos, jurídicos, financeiros e até pessoais. No entanto os óbices são diversos, pois os moldes administrativos são participativos, enquanto que os profissionais educacionais não possuem cultura para distribuição de função, e assim a centralização fica massificada em volta de poucos personagens, em detrimento de muitos técnicos de ensino.
Investigando o regime direcional das escolas, ficamos sabendo a isenção de eleições para diretores de escolas em nosso município. O caminho para quem almeja contribuir com o ensino, constitui-se na primazia de filiar-se a um partido político, sobretudo nos partidos que estejam atualmente no poder. Pois ainda é prerrogativa do Poder Executivo.
De outra vista, há que se analisar a preparação cultural, técnica e científica dos aspirantes à diretor de escolas. Não vemos a qualificação necessária para ocupação da função. Mas torna-se altamente relevante o pensamento metodológico para formação de tais profissionais, deixando o caminho político partidário para optarmos provas e/ou eleições, com a participação da comunidade escolar e/ou circundante à escola.
A temática é complexa e, em termos educacionais brasileiros, é ainda bastante restrito o estudo sistemático sobre o seu desenvolvimento nos sistemas de ensino. Mas as necessidades urgem pela instalação de procedimentos, onde a comunidade, famílias, alunos e funcionários tenham preeminência na escolha dos profissionais que venham dirigir os projetos de ensino.
Sua atuação deve estar fundamentada por referenciais teóricos que priorizam a democratização das relações e dos espaços institucionais e a descentralização do sistema e dos procedimentos.
No entanto, culturalmente os sistemas de ensino no país têm uma gestão de caráter autoritário, que se reproduz, em escala, para as instâncias imediatamente inferiores. Tal situação só pode ser revertida, a longo prazo, pela democratização das relações sociais vigentes no país e pelo trabalho massivo de formação de profissionais, contribuindo para que a indicação política seja fundada no mérito da formação e da experiência profissio
nal.
No que concerne aos diretores das escolas, no contexto da descentralização do sistema e da democratização das relações no interior da unidade escolar, cabe-lhes o papel de investir maciçamente na qualidade de seu trabalho, que deve ser primordialmente voltado para o aspecto pedagógico, pois não há justificativa para a existência de uma escola com aspectos físicos de primeira linha e com um alto índice de evasão e repetência.
Além disso, o recrutamento de profissionais para atuar em funções de gestão deve obedecer aos ditames da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, conforme ditames da lei nº 9.394, de 1996, considerando ainda a indicação de técnicos em pedagogia.
CONCLUSÃO.
Averiguando e sentindo os problemas técnicos e científicos que pairam sobre os profissionais empregados na administração escolar, constata-se parcial ineficiência na formação técnica e científica.
Infelizmente, os governantes veem esta atividade como grande oportunidade para angariar cabos eleitorais e simplesmente nomeiam a incompetência em detrimento da aprendizagem.
Oxalá que sejam despertados e possam oferecer a competência técnica para crescimento do ensino, e que nossa nação tenha maior visibilidade na distinção dos representantes executivos e legislativos. Sabendo-se que o saber constitui-se como detentor do poder, e só obteremos a liberdade social, quando palparmos os princípios do saber, e isto não vem de graça, mas necessitamos de sábios representantes.
Averiguando e sentindo os problemas técnicos e científicos que pairam sobre os profissionais empregados na administração escolar, constata-se parcial ineficiência na formação técnica e científica.
Infelizmente, os governantes veem esta atividade como grande oportunidade para angariar cabos eleitorais e simplesmente nomeiam a incompetência em detrimento da aprendizagem.
Oxalá que sejam despertados e possam oferecer a competência técnica para crescimento do ensino, e que nossa nação tenha maior visibilidade na distinção dos representantes executivos e legislativos. Sabendo-se que o saber constitui-se como detentor do poder, e só obteremos a liberdade social, quando palparmos os princípios do saber, e isto não vem de graça, mas necessitamos de sábios representantes.

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